Números ou frases?

A internet é assunto para tudo e para todos; no telejornal da noite, em mesas de bar, em discussões de tiozinhos antenados, até mesmo em salões de beleza o assunto acaba sendo recorrente. A web deixa de ser um tema geek e entra em definitivo na vida dos brasileiros. Ótimo, muito bom! O que acho conflitante disto é que a maior parte dos usuários não sabe muito bem a diferença entre o computador, o sistema operacional e a rede social.  Outro dia conversando com um amigo analista de sistemas, ele me contou que já teve casos de pessoas solicitando reparos no Google e no Hotmail. Como assim Bial? Isto mesmo: ligaram para um help desk de uma empresa de assistência e reparos de micro-computadores comunicando um problema que de longe não era de sua esfera.

Na internet, estas histórias acabam virando “lenda”, pois o importante é contar e quantificar tudo: quantos acessos, quantos downloads, velocidade de banda, mas esse tipo de coisa, narrada acima, não se tem condições de registrar? Não é relevante? A maioria das empresas de conteúdo web usa seus relatórios “analíticos” como argumento de venda. Como dado para decisão de compra junto a seu anunciante, e não como auxílio para desenvolvimento de textos mais assertivos ou de melhorias de conteúdo, como outrora fazia o ombudsman e a empresa de pesquisa.

Recolher frases e comportamentos não é muito a praia da internet de hoje. A relação quaLItativa da rede mundial de computadores ainda é incipiente, e para os profissionais de comunicação (que devem ter estes dados à disposição para seu dia-a-dia) fica difícil escrever e se relacionar com tantos  números que não dizem muita coisa. E quando dizem é a favor do veículo e não de seu cliente ou leitor.

A relação com a audiência, ou com o consumidor é feita de maneira indireta, em redes sociais. Os relatórios de comportamento e as “antigas” Focus Group são executadas por pessoas que não são aptas a desempenhar tal tarefa, e feita a esmo sem muito critério. Na semana passada recebi uma mala-direta / proposta de um rapaz dizendo: Nossa empresa faz parte de ‘1478’ comunidades e podemos fornecer a rotina, os gostos, e a preferência de ‘235.479’ participantes do ‘iogurte’, a mais popular das redes sociais no Brasil. O problema é que o analista em questão, e diretor da empresa é um piá (expressão paranaense que quer dizer menino) de 17 anos. E até hoje não recebi nenhuma proposta de pesquisa “quali” na web de nenhum fornecedor mais tradicional e mais conceituado. Estas empresas só trabalham nas eleições? Não estamos querendo dizer aqui que não é possível um jovem qualificado dispor de informações sobre a internet ou entrar no discurso de que apenas o tradicionalismo funciona quando se trata de prever os dados nas leis de mercado. Apenas que é importante que os profissionais que tenham acesso a esses dados saibam o que fazer com eles.

O Orkut, por exemplo, muito dizem que é uma rede social ultrapassada e que somente os da “inclusão digital” e menos abastados fazem parte dele. Que os “bonitinhos e bacanas” fazem parte de outra rede. Na semana passada vi em um programa jovem a seguinte afirmação: “para falar com meus amigos gringos prefiro o Facebook, além do mais ele é mais leve e dinâmico”. Como na vida real começa a se ter segmentação social e os números começam disputar com dados e “frases”. Por isso vamos escutar mais o que a internet diz? Vamos interpretar melhor os pequenos sinais? Assim podemos contribuir ainda mais para que clientes e audiência fiquem satisfeitos e nós fiquemos realizados por termos desempenhado um trabalho legal.

De café em café…

No último mês de fevereiro, muitos estranharam minha ausência no mercado pessoense de comunicação. Muitos falaram: “lá vai ele sumir e depois chegar com novidades”. Nada disto! Fui buscar referências, negociar novas contas e tomar aquele cafezinho com alguns amigos em outras regiões do país, além de ver minha saudosa família.

Em Sampa, tive o prazer de me encontrar com a Adriana para discutir, aprender e trocar figurinhas sobre boa comunicação, além de tomar um cafezinho. Não deixei de ir até a Thompson. Tive uma ótima recepção pelo querido Ken, aí claro: fomos tomar um café, mas tive de dar um pequeno vexame – eu derrubei a xícara em pleno refeitório cheio (na hora do almoço) e fingi que nada acontecera.

Rafael Samways e Adriana Cury

Rafael Samways e Adriana Cury

Na capital paranaense por várias vezes tomei café na Boca Maldita - ponto de encontro de formadores de opinião, políticos e do meu pai (frequentador diário da região).

Já em Balneário Comboriú (SC) não tomei café, mas muitas vezes chá gelado. Alguns sabem o quanto gosto do conteúdo daquela garrafa alaranjada com o Leão no rótulo, além do mais o liquido tem cafeína (kkk). Fiquei encantado no Vale do Itajaí com a reconstrução da região atingida pelos alagamentos e enchentes no final de 2008. O povo catarinense realmente sabe levantar a poeira e reagir!

Balneário Camboriu

Balneário Camboriu

Fiquei congelado com as técnicas de logística utilizadas em Antonina, litoral do Paraná. Uma verdadeira aula sobre abastecimento, indexação e distribuição, uma vez que a região é responsável pela exportação de carnes (suínos e aves) para a toda região da África.

35C negativos

35C negativos

Já estou de volta, me ambientando às mudanças políticas de nosso estado, revendo os players e buscando novos negócios. Pois bem, e nós, quando iremos tomar um café?

Votações encerradas

Em época de BBB, temos de pensar em merchandising, audiência e comportamento. Existe um envolvimento nacional nos votos para os paredões, nas provas interativas e, é claro, muito retorno para as ações dos bancos, das montadoras e outras marcas nas cotas de patrocínio.

Proponho duas reflexões: a primeira delas é a forma como a audiência está diferente das edições anteriores, deixando de ter grandes impactos na grande massa e atingindo o público específico e crítico de reality show, como aquele público fiel de novela.

Imagino e especulo que, daqui a um tempo, a audiência comece a cair, mas que cada vez mais tenhamos qualificação e retorno para as marcas. Os telespectadores do BBB serão classificados de forma diferente. Não temos novela para classe ‘+AB18AMBOS’ ou para senhoras acima de 50 anos no horário das 18 horas? Então? Teremos uma classificação distinta para esse tipo de programa. Como será quando recebermos as cotas de patrocínio ou os relatórios de audiência? Como serão mensurados esses fãs que usam SMS e elegem seus preferidos via web?

Outro ponto proposto para reflexão é a conduta das pessoas nesse tempo de observação e vigilância constante, no qual fica nítida a preocupação com a estética de forma, às vezes, destemperada.

Não temos mais estilo único, mas uma convergência de moda para atender um público. Hoje, temos cantores sertanejos usando moda retrô ou grupos de rap com chapéu de vaqueiro.

A preocupação estética não é situação restrita ao Olimpo das celebridades. Temos, hoje, uma tendência de a estética ser intelectual para aceitação em redes sociais ou grupos mais modernos, nos quais a imagem é feita em cima de um avatar ou de uma pequenina foto.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman nos assusta, em seu livro ‘Vida para consumo’, ao narrar que as pessoas estão cada vez mais preocupadas em ser um objeto, um serviço focado nas necessidades alheias, baseadas nas ‘votações encerradas’, a fim de serem consumidas por um público específico, no afinco da aceitação ou na busca de nova oportunidade de trabalho. Deixando sua personalidade, seus gostos pessoais de lado para agradar, mesmo depois de certa idade, um fórum ou um seguidor do Twitter.

Assim, temos de ficar ligados nesse movimento para adequar nossas ações de comunicação com menos margem de erro, pois à medida que esses fenômenos acontecem, irão impactar diretamente a resposta de nosso esforço estratégico.

Empreendedorismo Informal

O empreendedorismo brasileiro é cada vez mais difundido e incentivado por meio de atitudes e, às vezes, por campanhas como a ‘Bota Para Fazer’ (www.botaprafazer.com.br), versão brasileira do Movimento Global pelo Empreendedorismo, executada no mês de novembro de 2008.

Por todos os lados, e estados Brasil afora, percebo como nossa gente é empreendedora. Noto “comerciantes” de todos os tipos, vendendo desde cópias do último filme do agente 007, em avant-première, de cds da Calypso (a banda) até tapiocas e acarajés legítimos na “25 de março”. Não que seja a favor da informalidade, mas acredito que quando, aos berros, um camelô diz “leve três por HUM real” ele está ocupando um espaço promocional, bem como utilizando o nosso querido e acadêmico processo “McCarthyano”, não se esquecendo de nenhum dos “Ps”.

Pois é, se de uma maneira mais técnica, alguns já possuem as métricas de marketing e comunicação, inconscientemente, imagine o camelô indo para a web? Andei dando uma olhada pelas redes sociais e encontrei algumas manifestações (digo isto, pois acho que estas comunidades são espontâneas) que acabaram refletindo e divulgando serviços que outrora ficariam restritos ao “berro” e aos “4 Ps” de rua, e pior, restritos ao bairro e, no máximo, a uma região.

Quando eu teria condição de saber, estando em João Pessoa, na Paraíba, que o Alaor é o rei da Tapioca no Butantã, em São Paulo?

http://www.orkut.com/Main#Community.aspx?cmm=256252

E ainda se meu querido Carlinhos (melhor cachorro-quente de minha cidade natal) estaria na ativa, para que eu pudesse dar uma olhadela nostálgica com água na boca?

http://www.orkut.com/Main#Community.aspx?cmm=2278232

Podemos até fazer análises mais criteriosas, usando as redes sociais para avaliar a qualidade através das discussões, se é “gostoso” ou não; para verificar o tempo de atuação, afinal grandes marcas assinam “desde” com grande orgulho. E mais, podemos fazer planos de ação focados nestes públicos, nos consumidores destes serviços ou produtos - ou você acha que uma comunidade com mais de 25 mil usuários não representa uma boa amostragem?

http://www.orkut.com/Main#Community.aspx?cmm=241914

Imaginem se este “microempresário” acostumado a comprar, muitas vezes produzir e, no final, vender por meio da comunicação, percorrendo toda a cadeia produtiva com extrema solidão e falta de incentivo, tivesse auxílio?

Avançando um pouco, podemos dizer que até o empreendedorismo informal é operado na web sob uma credibilidade calcada em uma marca. Os sites de leilões e de compra e venda acabam figurando como uma maneira alternativa de e-commerce no estilo Alaor.

TwitterStar

Qual é a imagem que as pessoas têm do Comunicólogo? Daquele cara que “é da mídia”, seja ele de Rádio, TV, RP ou Jornal? Acho que a de um cara descolado, com gravata colorida e muito senso de humor talvez esteja ultrapassada, mas garanto que ainda é aplicada a alguns publicitários jovens, não necessariamente desta forma. Já o jornalista sempre terá a imagem calcada a óculos com armação pesada? E o RP (relações públicas)? Além de usar uma Cabana Armani e bom senso durante sua atuação em negociações ou crise, terá de manter seu sorriso?

Depois de ler um artigo sobre o futuro no www.coworkers.com.br (acessem, muito bom!) comecei a pensar sobre como serão os nossos hábitos de trabalho. Se a atividade é basicamente a mensagem, com texto, imagem (dos outros na maioria das vezes – isto seria o correto), como será daqui a alguns anos?

Conversar com um jovem de 80 anos fez a minha ficha cair: formadores de opinião são aqueles que realmente estão à frente (e alguns já diziam na faculdade). Ele narrou que, em sua época, os deste “filo” (formadores de opinião) eram os redatores da antiga revista Cruzeiro, Seleções ou grandes locutores de rádio. Não se viam seus rostos ou sua “moda”. Eles formavam opinião somente com suas idéias, no máximo um rabisco em P&B, sem possibilidade de “reply” ou “scrap”. O Ombudsman filtrava eventuais queixas ou elogios que poderiam ser catastróficos para o veículo. Imagine o ego, a vaidade sendo transmitidos diretamente aos formadores de opinião?

Cid Moreira é transcendental. Ele e sua equipe se preocupavam com a parte que era transmitida - definitivamente. Tanto que ficou célebre a cena da bancada. Aquela de especulação massiva em que ele estaria com a parte de cima do terno e a parte debaixo casual, motivo de diversas piadas, inclusive feitas pela própria emissora e por Renato Aragão (Didi). Fazendo um paralelo para os dias de amanhã - ainda não hoje - como a produção de conteúdo será feita? A imagem será a clichê da auto-enunciação, aquela amplamente divulgada nos espaços virtuais, blogs e comunidades, só que de forma ignorante? Acho que não. Isto é apenas uma transição.

Nós pregamos o “E DAÍ?” se anda ou não de transporte coletivo. E DAÍ se usa Mont Blanc presa na camisa, mas na real escreve com esferográfica? E DAÍ se alguns criativos usam estilizações de tênis da década de 70/80 e se julgam modernos? O que devemos vender é a mensagem! Não a imagem auto-enunciada (vale se informar nos textos de Fausto Neto e outros).

Como e por quem a mensagem é transmitida? Noto, e ouso especular, que o modelo da “fachada” ficará restrito a web, e ainda, para alguns insistentes no afinco de fazer sucesso, sendo confundidos com Popstar, agora ouso #palavranova/tag = TwitterStar. Então, é provável que, em um futuro próximo, a boa comunicação seja feita por pessoas vestidas com pijamas protegidas pelo monitor de seu desktop, sem nenhuma vergonha de dizer isto.

O relacionamento será com um par de Sneaker para eventos casuais e, claro, a indispensável gravata - mas esta somente quando não tiver como evitar, para enfrentar aquelas longas reuniões com seus clientes ou o casamento de seu melhor amigo. Se não, na hora da videoconferência, em um homeoffice, com algum parceiro ou clientes, iremos dar uma de Cid Moreira!

Bota pra Fazer!

Na última semana tive o prazer de participar da Semana Global do Empreendedorismo. Aquela do “call to action” Bota pra Fazer da iniciativa da Endeavor/Sebrae. Tive a oportunidade de falar com interessados em empreendedorismo, muitas pessoas a fim de romper barreiras e aprender um pouquinho mais sobre Comunicação. Na palestra, fiz questão de enfatizar o papel das redes sociais na vida das pessoas, principalmente nas suas, e futuras empresas.

Na primeira palestra, em João Pessoa, falei basicamente para estudantes que, a meu ver, já estavam antenados, inclusive, mérito para uma inscrita (Cláudia – “RP”) que estimulou discussões e engrandeceu ainda mais o evento, afinal todos tem de participar senão fica chato!

No dia seguinte, fui para Patos, com certeza uma das cidades mais quentes do Brasil. Sabe aquele relógio que mostra as horas e a temperatura? Marcava 15h39min, e 46°C quando cheguei em pleno sertão paraibano. Fiquei encantando com a receptividade das pessoas. Todos muitos atenciosos e a cidade muito organizada. Me lembrou Cascavel, no interior do Paraná. Por fim, cheguei em Campina Grande, a rainha da Borborema, terra do maior “São João do Mundo” onde tinham cerca de 70 inscritos.

Com meu “passeio” pelo interior da Paraíba pude fazer algumas reflexões, entre elas a diferença de linguagem em um raio de 300 km. Achava que meus 6 anos em solo pessoense já tinham dado uma boa bagagem para lidar com a diversidade regional. Não. Me equivoquei! Soltei algumas brincadeiras que ao som de alguns pareceu “feio”. Na verdade, por umas 4 ou 5 vezes falei umas gírias (compreendidas em alguns lugares como PALAVRÃO).

Se tenho que falar de globalização, de meios digitais / redes sociais, como não falar deles? “www” já foi um palavrão, e para muitos ainda é. Fico muito curioso ao perceber que existem toques dados, sem saber se a audiência quer recebê-los. A maioria dos domingos de minha infância vi um gordo, feio, falando “pentelho”. Lembro-me perfeitamente que a crítica foi muito dura, mas hoje olha aí. Se devemos inovar, temos de romper e muitas vezes a ruptura agride para os mantidos com mordaças de costume.

Enfim, queria muito levar o Twitter, levar comigo as tecnologias que estão dispostas, mas como deixar de dizer “Porra”? A maior audiência que temos são as partidas de futebol, onde a seleção atua. Pois é, “caralh… pipipipipipipip”, “Porra” (novamente) e outros entram em rede nacional e muito trazem para nossa cultura. Na partida contra Portugal, nosso último amistoso do ano, houve uma hora onde a câmera focou em uma moça muito bonita, vestida e pintada de “canarinho”, onde não tinha como receber o som, mas ficou claro, por leitura labial, que ela disse “do caralh… pipipipipip”- enaltecendo o final da partida e a goleada de nossos brazucas.

Falando em inversão, teve uma campanha publicitária recentemente, onde leva o telespectador a entender, na base dos pipipipipip a excelência do automóvel, transformando palavrões em elogios. Vocês lembram? Era genial! Parabéns à McCann.

Vamos pensar mais a respeito! Vamos relevar as coisas e tentar trazer para mais perto a evolução sem rótulos. Com calor ou com muito frio. Seja em Londres ou em Patos (em minha linda Paraíba). Vamos entender que para Botar pra Fazer temos de estar abertos a novidades e evolução. Não se faz mais nada com frases longas, ou muito elaborada. Por isso VAMOS BOTAR PRA FAZER PORRA!

Mudança: Temos de ir de mala e cuia?

Noto que o movimento de empreendedorismo está cada vez mais acentuado junto aos profissionais de comunicação. Afinal, não conseguimos ficar quietos. Optamos por trabalhar com vários clientes, várias mensagens. Parece que isto facilita, ou dificulta para alguns, a possibilidade de estarmos sempre em contato com novidades. Sabe aquele pensamento, muitas vezes clichê, onde se diz: “Fulano é da novela, e vive mudando de namorada”. Aí vem a resposta: “também com a oferta é de deixar qualquer um louco”.

Nós da comunicação temos este hábito, como uma rotina, ficar confuso e pensar diferente, não com parceiros afetivos, mas com nossa rotina profissional. Sempre pensar na frente - Nem bem começou a transmissão da TV Digital e já estamos preocupados em como adequar a linguagem. O Google está mudando todos os paradigmas do hipertexto e estamos assistindo, ansiosos por fazer parte de alguma forma. Então: em quê devemos nos focar é algo básico. Não podemos mais pensar em resultado financeiro em primeiro lugar. Temos sim de pagar nossas contas, mas todos que são bons profissionais, são apaixonados pelo que fazem, e o salário ou a remuneração está em segundo plano.

Falei uma vez a um amigo, o Dadado Gonçalves, sobre a diferença de profissionais, conversa de boteco, daquelas que podemos aproveitar, sobre a diferença entre um ser político e um ser técnico. Todos nós somos técnicos e políticos, mas uns pendem para um lado e outros pendem para o outro. O atendimento normalmente é mais político, aguenta levar porrada, e “sublima”, podendo voltar para a agência com toda delicadeza do mundo. Já os criativos, se conversarem com um cliente “acalorado” vão ficar putos e não irão “sublimar”. Isto afetará diretamente na produtividade e capacidade criativa da equipe, além de gerar uma extrema desmotivação, afinal, os criativos são muito unidos, e se um deles se rebela, teremos um piquete pela frente.

Vendo um programa de TV sobre negócios, fiquei sabendo de um livro chamado: The game-changer [em português, O agente transformador de cenários, de A. G. Lafley e Ram Charan], onde é narrado o perfil equilíbrio entre o técnico e político. Um profissional capaz de mudar o sentido de qualquer empresa, seja ela uma grande, na posição de um executivo, ou em um pequeno negócio transformando-o em algo maior!

Pois bem, conseguimos mudar as marcas, vender produtos encalhados, e divulgar 0,99 de taxas, mas estas mudanças nos realizam? Para mim está muito claro, temos de deixar de ser “gameloosers” para atuarmos como agentes transformadores em nossos ambientes. Por isso vá de “mala e cuia” para a mudança, afinal, estamos nela todos os dias!

Confiança e inovação junto às agências

Dando seqüência às respostas dos e-mails e ligações recebidas, queria explicar um pouco mais sobre nossa empreitada.

Desde 2005 tem sido trabalhada, de maneira ocasional, a consultoria em casos específicos, para grandes empresas de comunicação do estado, envolvendo-se em assuntos pontuais e correlatos à gestão e estratégia de negócio.

Hoje, além de atuar com clientes na área de comunicação empresarial, de maneira direta e independente, têm sido executados Jobs específicos na área de planejamento, Media Planning e assessoramento estratégico para: SIN Comunicação, Pixel Interativa, Superliga 66 Comunicação, Programa TVendas (especializado em infomerciais e exibido na Band) e Boutique Criativa Carratu (RN), além de dedicar um tempo para a divulgação das ferramentas de comunicação empresarial e atender estudantes de comunicação.

A metodologia aplicada em nossas atividades não são nada “ortodoxas”, segundo fez menção um de nossos parceiros durante a semana passada. Dentro desta proposta inovadora de coordenar forças e disciplinas específicas nem sempre disponíveis na estrutura da agência, há um componente bem tradicional - a boa e velha confiança mútua entre todos os envolvidos.

Sabe-se que as agências de comunicação têm necessidade de uma “força” em momentos específicos, para cases específicos. Por isso, a consultoria também atende de maneira pontual necessidades das agências do nordeste, bem como fica atenta na relação com seus clientes, podendo, e devendo trabalhar cada caso de maneira sinérgica.

Para resumir e aproveitar o gancho narrado por Adriana Cury em nosso último QuemPodcast (dêem uma ouvida!), as agências de comunicação precisam e devem pensar em suas ações de comunicação empresarial sem ter medo de ousar ou sem deixar de lado sua relação com seus fornecedores, clientes e sociedade em geral.

Portanto, não se assustem ou estranhem, se eu pessoalmente me envolver em orçamentos, planejamentos e assessorias diversas nas diversas agências de nosso mercado. Seja na web, seja em um programa de televisão, a atuação não estará resumida a um parceiro, mas com todos os players envolvidos nas atividades de comunicação da região nordeste e que tenham disposição de quebrar paradigmas.

Comunicação Empresarial é feita por agência?

Nas últimas semanas tenho recebido vários e-mails sobre como é a participação da minha proposta junto às agências de propaganda e assessorias de imprensa.

A coisa é muito simples. Todo cliente tem uma demanda de comunicação, seja varejo, institucional, fornecedores ou colaboradores. A comunicação sempre está presente, mas normalmente a interface é feita pelo proprietário ou por alguma pessoa encarregada de cumprir esta função. Pois bem, a Comunicação Empresarial e o modelo que proponho visam auxiliar o “decisor” da empresa a optar pelo melhor caminho e deixá-lo cada vez mais livre para vender, administrar, ou qualquer que seja o seu foco principal.

Vamos a um exemplo: O João tem um posto de gasolina, lá ele trata diretamente com os fornecedores, com seus frentistas e até mesmo com a agência de publicidade quando é o caso de fazer alguma sinalização ou anúncio de jornal. Onde eu entro?

Atuo no auxílio da tomada de decisão, trabalho com um esforço aditivo à agência que ele já possui, sendo uma espécie de conselheiro para assuntos técnicos relativos à mídia comercial.

Ou ainda, outro exemplo; (Mantemos o cenário do João) e se o posto se envolve em um acidente (Deus nos livre) e acaba pegando fogo?

A imprensa com certeza irá cobrir, fazer fotos, e reunir informações para os diários e jornais que seguirá após o episódio. Quem centraliza as informações? A assessoria de imprensa! Mas por que a minha figura? Bom, tenho de alinhar estrategicamente as diversas ferramentas que o João já possui para cada vez mais aperfeiçoar sua marca e seus serviços. Imaginem a agência de propaganda falando uma coisa, e a assessoria falando outra.

Por isso, Comunicação Empresarial não é agência, é uma força a mais dentro do processo para ajudar a criar condições para nosso mercado crescer e se profissionalizar ainda mais.

O que é Comunicação Empresarial?

A Comunicação Empresarial é um conjunto de ações, atividades táticas e estratégicas, processos e métodos desenvolvidos para reforçar a imagem e o diálogo de uma empresa ou entidade junto aos seus públicos. Estes podem ser consumidores, empregados, formadores de opinião, classe política ou empresarial, acionistas, comunidade acadêmica ou financeira, jornalistas ou até mesmo a própria opinião pública.

A Comunicação Empresarial em todo o Brasil tem assumido maior destaque, tendo em vista a possibilidade de trabalhar com diferentes públicos, vários tipos de conteúdo e discursos, desenvolvendo a segmentação dos meios de comunicação, concorrência e o avanço das novas tecnologias.

Os micros e pequenos empresários devem tratar este escopo como uma ferramenta para suas atividades e para seu crescimento, tal qual Marketing, Recursos Humanos e outras disciplinas correlatas ao empreendedorismo.

Na Paraíba, a relação entre os pequenos e médios empresários com a comunicação empresarial começa a mudar a partir do crescimento de universidades e entidades de ensino focadas em compartilhar técnicas de Comunicação Social, como Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas e dirigí-las além das fronteiras tradicionais.

Hoje, tem de se pensar no conjunto das atividades e no esforço empresarial da comunicação, transformando os executivos e empreendedores em pessoas capazes de organizar estrategicamente suas metas, a fim de atingir seus reais objetivos apoiados em ferramentas como a Comunicação Empresarial.