Twittagem na avenida
Sou um candidato, o que fazer? Mando fazer “santinhos”? E buttons? Ainda funciona? Bom, neste ano, teremos urnas pela frente, e já está sendo discutido como será a comunicação na campanha eleitoral. Algumas coisas foram regulamentadas, outras ainda não. Nada mais popular e presente em rodas de conversa do que as eleições. Todos acabam, de uma maneira ou outra, discutindo o assunto.
Como mencionado por Pedro Dória, mídias sociais, redes sociais ou até mídias digitais estão convergindo e se confundindo com as ditas mídias de massa. O “um para muitos” está sendo levado para um local antes ocupado por “muitos para muitos”. Ou alguém aqui acha que o @realwbonner lê os posts de vocês, pobres mortais? Ou os usa como fonte?
Pois é, em um de meus QuemPodcast, em papo com Rafael Losso, já discutíamos as mudanças. E mais: ele, o diretor do portal de conteúdos da MTV, vibrava com a possibilidade de ouvir a audiência, seguir todo mundo, e se relacionar livremente com todos que estivessem ali presentes, na web. Trocando ideias, levando pautas sugeridas, gerando uma verdadeira rede democrática.
Neste BBB, com os “apocalípticos on-line”, achava que haveria um tremor no servidor do Twitter, mas não. Não noto tamanha popularização quanto foi previsto pelos profetas da twitagem. Acredito que o microblog ainda não despertou completamente o interesse de grande parte da população, visto que a fase de inclusão digital que vivenciamos diz mais respeito a receber do que a elaborar conteúdos. Concordam? Se lembrarmos da história do SMS vamos notar. O serviço foi lançado lá nos anos 2000 (nossa…dez anos se passaram…eu estava lá!), mas só agora, nos últimos dois anos, está invadindo as massas, e, mesmo assim, muitos ainda têm dificuldades em usar os serviços. Pedem para o sobrinho, para o neto mandar a tal mensagem para concorrer ao carro no programa dominical.
Em minhas peregrinações pelo Brasil, registrei um fato curioso. Notem: um front-light de um deputado (em rua de grande movimentação), embasado por fonte de um jornal impresso, prestando serviços de seu mandato. O curioso é a assinatura. Será que precisa de tudo isso pra divulgar um twitter? Porque, apesar da mensagem maior ser o fato dele ser ‘ mais atuante, parece que seu principal objetivo na leitura é sua adesão ao microblog. Será que gera follows? Por que não uma ação on-line? Existem tantas táticas de web para gerar mobilização e transmitir recado…

Acredito no trânsito da mensagem entre os meios e na ausência do suporte – sou um entusiasta disso. Neste caso, do front-light, tenho duas opiniões antagônicas: ou ele queria falar para todos de sua atuação, incluindo o povo da twitagem, ou sua assessoria deu uma deslizada e acabou acertando o alvo sem querer.
Pois então, candidato: busque uma assessoria que entenda de cross-mídia e convergência. Que saiba transitar entre os meios. Divulgar a mensagem independente do suporte. Saindo daquele bê-a-bá utilizado desde as Diretas Já. Assim, você se dará bem com santinhos, mas sem deixar de usar as redes sociais.
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