On/off = Full

No business da comunicação, a principal dificuldade de hoje é fornecer um modelo de negócio atual, sem entrar em longas explicações para nossos clientes. Claro! Isso começa por aqui, em colunas como esta que tentam abarcar discussões, promover reflexões. Mas, afinal, como atuar na era web? Todos os jornalistas, publicitários e RPs estão aptos a trabalhar com o modelo on-line? Que raios é uma agência off-line? Feio, não?

Em coluna anterior, falei sobre o problema dos “metidos” da web. Pessoas que, por serem internautas, se dizem especialistas em redes sociais ou têm noção de wordpress e já se dizem webdesigners. Isso não é problema novo. Quem de nós nunca discutiu comunicação audiovisual “técnica” com um telespectador leigo e ainda saiu com raiva, pois o “abençoado” não deu a mínima importância para o que você disse e continuou com sua arrogância ignorante? Na internet, é a mesma coisa. As pessoas, por terem acesso, acham que podem julgar e acreditam que podem dar pitacos e, muitas vezes, ganhar dinheiro com isso.

Tive um professor na PUC que dizia: “Sempre que uma pessoa mais velha me pergunta o que eu faço, digo que vendo classificados”. Essa foi a saída para não iniciar discussões e amenizar a ignorância de seu exercício diário. Ele é um grande publicitário.

Da mesma forma que houve mudanças com a chegada dos PCs, extinguindo cargos como o “past-up” e “tipologista”, a web tende a se tornar tão massiva quanto outros meios e, por isso, apenas é necessário bom senso e um pouco de atenção.
Para se manter on-line, não adianta apenas o convívio diário, existe a obrigação da reflexão! Temos de pensar, pensar e pensar como melhor atender a um job. Faço uma proposta: o que vocês acham de, para cada ação de comunicação tradicional, oferecer uma ação web?

Esse seria um bom começo para dar um off na distinção dos mundos. Seja na TV ou no rádio, o que muda para a web é a linguagem e o canal. Público é chave disso tudo, e a maneira para ficar full!


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