Bota pra Fazer!
Na última semana tive o prazer de participar da Semana Global do Empreendedorismo. Aquela do “call to action” Bota pra Fazer da iniciativa da Endeavor/Sebrae. Tive a oportunidade de falar com interessados em empreendedorismo, muitas pessoas a fim de romper barreiras e aprender um pouquinho mais sobre Comunicação. Na palestra, fiz questão de enfatizar o papel das redes sociais na vida das pessoas, principalmente nas suas, e futuras empresas.
Na primeira palestra, em João Pessoa, falei basicamente para estudantes que, a meu ver, já estavam antenados, inclusive, mérito para uma inscrita (Cláudia – “RP”) que estimulou discussões e engrandeceu ainda mais o evento, afinal todos tem de participar senão fica chato!
No dia seguinte, fui para Patos, com certeza uma das cidades mais quentes do Brasil. Sabe aquele relógio que mostra as horas e a temperatura? Marcava 15h39min, e 46°C quando cheguei em pleno sertão paraibano. Fiquei encantando com a receptividade das pessoas. Todos muitos atenciosos e a cidade muito organizada. Me lembrou Cascavel, no interior do Paraná. Por fim, cheguei em Campina Grande, a rainha da Borborema, terra do maior “São João do Mundo” onde tinham cerca de 70 inscritos.
Com meu “passeio” pelo interior da Paraíba pude fazer algumas reflexões, entre elas a diferença de linguagem em um raio de 300 km. Achava que meus 6 anos em solo pessoense já tinham dado uma boa bagagem para lidar com a diversidade regional. Não. Me equivoquei! Soltei algumas brincadeiras que ao som de alguns pareceu “feio”. Na verdade, por umas 4 ou 5 vezes falei umas gírias (compreendidas em alguns lugares como PALAVRÃO).
Se tenho que falar de globalização, de meios digitais / redes sociais, como não falar deles? “www” já foi um palavrão, e para muitos ainda é. Fico muito curioso ao perceber que existem toques dados, sem saber se a audiência quer recebê-los. A maioria dos domingos de minha infância vi um gordo, feio, falando “pentelho”. Lembro-me perfeitamente que a crítica foi muito dura, mas hoje olha aí. Se devemos inovar, temos de romper e muitas vezes a ruptura agride para os mantidos com mordaças de costume.
Enfim, queria muito levar o Twitter, levar comigo as tecnologias que estão dispostas, mas como deixar de dizer “Porra”? A maior audiência que temos são as partidas de futebol, onde a seleção atua. Pois é, “caralh… pipipipipipipip”, “Porra” (novamente) e outros entram em rede nacional e muito trazem para nossa cultura. Na partida contra Portugal, nosso último amistoso do ano, houve uma hora onde a câmera focou em uma moça muito bonita, vestida e pintada de “canarinho”, onde não tinha como receber o som, mas ficou claro, por leitura labial, que ela disse “do caralh… pipipipipip”- enaltecendo o final da partida e a goleada de nossos brazucas.
Falando em inversão, teve uma campanha publicitária recentemente, onde leva o telespectador a entender, na base dos pipipipipip a excelência do automóvel, transformando palavrões em elogios. Vocês lembram? Era genial! Parabéns à McCann.
Vamos pensar mais a respeito! Vamos relevar as coisas e tentar trazer para mais perto a evolução sem rótulos. Com calor ou com muito frio. Seja em Londres ou em Patos (em minha linda Paraíba). Vamos entender que para Botar pra Fazer temos de estar abertos a novidades e evolução. Não se faz mais nada com frases longas, ou muito elaborada. Por isso VAMOS BOTAR PRA FAZER PORRA!
