Mudança: Temos de ir de mala e cuia?
Noto que o movimento de empreendedorismo está cada vez mais acentuado junto aos profissionais de comunicação. Afinal, não conseguimos ficar quietos. Optamos por trabalhar com vários clientes, várias mensagens. Parece que isto facilita, ou dificulta para alguns, a possibilidade de estarmos sempre em contato com novidades. Sabe aquele pensamento, muitas vezes clichê, onde se diz: “Fulano é da novela, e vive mudando de namorada”. Aí vem a resposta: “também com a oferta é de deixar qualquer um louco”.
Nós da comunicação temos este hábito, como uma rotina, ficar confuso e pensar diferente, não com parceiros afetivos, mas com nossa rotina profissional. Sempre pensar na frente - Nem bem começou a transmissão da TV Digital e já estamos preocupados em como adequar a linguagem. O Google está mudando todos os paradigmas do hipertexto e estamos assistindo, ansiosos por fazer parte de alguma forma. Então: em quê devemos nos focar é algo básico. Não podemos mais pensar em resultado financeiro em primeiro lugar. Temos sim de pagar nossas contas, mas todos que são bons profissionais, são apaixonados pelo que fazem, e o salário ou a remuneração está em segundo plano.
Falei uma vez a um amigo, o Dadado Gonçalves, sobre a diferença de profissionais, conversa de boteco, daquelas que podemos aproveitar, sobre a diferença entre um ser político e um ser técnico. Todos nós somos técnicos e políticos, mas uns pendem para um lado e outros pendem para o outro. O atendimento normalmente é mais político, aguenta levar porrada, e “sublima”, podendo voltar para a agência com toda delicadeza do mundo. Já os criativos, se conversarem com um cliente “acalorado” vão ficar putos e não irão “sublimar”. Isto afetará diretamente na produtividade e capacidade criativa da equipe, além de gerar uma extrema desmotivação, afinal, os criativos são muito unidos, e se um deles se rebela, teremos um piquete pela frente.
Vendo um programa de TV sobre negócios, fiquei sabendo de um livro chamado: The game-changer [em português, O agente transformador de cenários, de A. G. Lafley e Ram Charan], onde é narrado o perfil equilíbrio entre o técnico e político. Um profissional capaz de mudar o sentido de qualquer empresa, seja ela uma grande, na posição de um executivo, ou em um pequeno negócio transformando-o em algo maior!
Pois bem, conseguimos mudar as marcas, vender produtos encalhados, e divulgar 0,99 de taxas, mas estas mudanças nos realizam? Para mim está muito claro, temos de deixar de ser “gameloosers” para atuarmos como agentes transformadores em nossos ambientes. Por isso vá de “mala e cuia” para a mudança, afinal, estamos nela todos os dias!
