Archive for Outubro 2008

 
 

Mudança: Temos de ir de mala e cuia?

Noto que o movimento de empreendedorismo está cada vez mais acentuado junto aos profissionais de comunicação. Afinal, não conseguimos ficar quietos. Optamos por trabalhar com vários clientes, várias mensagens. Parece que isto facilita, ou dificulta para alguns, a possibilidade de estarmos sempre em contato com novidades. Sabe aquele pensamento, muitas vezes clichê, onde se diz: “Fulano é da novela, e vive mudando de namorada”. Aí vem a resposta: “também com a oferta é de deixar qualquer um louco”.

Nós da comunicação temos este hábito, como uma rotina, ficar confuso e pensar diferente, não com parceiros afetivos, mas com nossa rotina profissional. Sempre pensar na frente - Nem bem começou a transmissão da TV Digital e já estamos preocupados em como adequar a linguagem. O Google está mudando todos os paradigmas do hipertexto e estamos assistindo, ansiosos por fazer parte de alguma forma. Então: em quê devemos nos focar é algo básico. Não podemos mais pensar em resultado financeiro em primeiro lugar. Temos sim de pagar nossas contas, mas todos que são bons profissionais, são apaixonados pelo que fazem, e o salário ou a remuneração está em segundo plano.

Falei uma vez a um amigo, o Dadado Gonçalves, sobre a diferença de profissionais, conversa de boteco, daquelas que podemos aproveitar, sobre a diferença entre um ser político e um ser técnico. Todos nós somos técnicos e políticos, mas uns pendem para um lado e outros pendem para o outro. O atendimento normalmente é mais político, aguenta levar porrada, e “sublima”, podendo voltar para a agência com toda delicadeza do mundo. Já os criativos, se conversarem com um cliente “acalorado” vão ficar putos e não irão “sublimar”. Isto afetará diretamente na produtividade e capacidade criativa da equipe, além de gerar uma extrema desmotivação, afinal, os criativos são muito unidos, e se um deles se rebela, teremos um piquete pela frente.

Vendo um programa de TV sobre negócios, fiquei sabendo de um livro chamado: The game-changer [em português, O agente transformador de cenários, de A. G. Lafley e Ram Charan], onde é narrado o perfil equilíbrio entre o técnico e político. Um profissional capaz de mudar o sentido de qualquer empresa, seja ela uma grande, na posição de um executivo, ou em um pequeno negócio transformando-o em algo maior!

Pois bem, conseguimos mudar as marcas, vender produtos encalhados, e divulgar 0,99 de taxas, mas estas mudanças nos realizam? Para mim está muito claro, temos de deixar de ser “gameloosers” para atuarmos como agentes transformadores em nossos ambientes. Por isso vá de “mala e cuia” para a mudança, afinal, estamos nela todos os dias!

Confiança e inovação junto às agências

Dando seqüência às respostas dos e-mails e ligações recebidas, queria explicar um pouco mais sobre nossa empreitada.

Desde 2005 tem sido trabalhada, de maneira ocasional, a consultoria em casos específicos, para grandes empresas de comunicação do estado, envolvendo-se em assuntos pontuais e correlatos à gestão e estratégia de negócio.

Hoje, além de atuar com clientes na área de comunicação empresarial, de maneira direta e independente, têm sido executados Jobs específicos na área de planejamento, Media Planning e assessoramento estratégico para: SIN Comunicação, Pixel Interativa, Superliga 66 Comunicação, Programa TVendas (especializado em infomerciais e exibido na Band) e Boutique Criativa Carratu (RN), além de dedicar um tempo para a divulgação das ferramentas de comunicação empresarial e atender estudantes de comunicação.

A metodologia aplicada em nossas atividades não são nada “ortodoxas”, segundo fez menção um de nossos parceiros durante a semana passada. Dentro desta proposta inovadora de coordenar forças e disciplinas específicas nem sempre disponíveis na estrutura da agência, há um componente bem tradicional - a boa e velha confiança mútua entre todos os envolvidos.

Sabe-se que as agências de comunicação têm necessidade de uma “força” em momentos específicos, para cases específicos. Por isso, a consultoria também atende de maneira pontual necessidades das agências do nordeste, bem como fica atenta na relação com seus clientes, podendo, e devendo trabalhar cada caso de maneira sinérgica.

Para resumir e aproveitar o gancho narrado por Adriana Cury em nosso último QuemPodcast (dêem uma ouvida!), as agências de comunicação precisam e devem pensar em suas ações de comunicação empresarial sem ter medo de ousar ou sem deixar de lado sua relação com seus fornecedores, clientes e sociedade em geral.

Portanto, não se assustem ou estranhem, se eu pessoalmente me envolver em orçamentos, planejamentos e assessorias diversas nas diversas agências de nosso mercado. Seja na web, seja em um programa de televisão, a atuação não estará resumida a um parceiro, mas com todos os players envolvidos nas atividades de comunicação da região nordeste e que tenham disposição de quebrar paradigmas.