Archive for Agosto 2008

 
 

Relações Públicas: mediadores de fóruns.

Nos jornais e revistas de grande circulação, um tempo atrás, e alguns ainda hoje, as colunas de leitores eram inundadas de perguntas, e sugestões para produtos veiculados em forma comercial, e da mesma maneira eram publicadas. As empresas podiam responder, ganhavam mídia espontânea e a crítica, quando existia, virava oportunidade de tirar dúvidas e complementar o anuncio veiculado, com aquela informação que foi cortada pelo marketing.

Tenho notado um grande crescimento em sites, blogs, ou até mesmo portais com assuntos envolvendo personagens nada conhecidos, nada famosos, mas muito relevantes para as grandes marcas.

Fico feliz ao ver que em alguns casos o fato esta se sobpondo ao anonimato, trazendo para a audiência algo realmente relevante.

Um tempo atrás o que “chamava” o internauta era a Cica, ou cegueira temporária culminado na confusão de sexo, que o diga Ronald. Hoje percebo uma maior preocupação dos geradores de conteúdo em trazer pertinência as noticias, trazer consistência ao cotidiano e multiplicar informações que elucidam e contribuam para uma consciência otimizada acerca deste, ou daquele outro produto/serviço.

As empresas que tiverem a “sacada” podem, e devem utilizar os anônimos. Com a devida atenção e respeito, sem provocar a inteligência dos leitores. Imagine tratar cada blogueiro como um editor de uma grande revista? Imagine cada fórum tendo a participação de um representante da empresa para tirar duvidas ou colaborar em dificuldades? Pensem em um grupo de Relações Públicas focados em pequenos geradores de conteúdo, o quanto isto melhoraria ainda mais a tomada de decisão na escolha de uma marca. A quantidade de queixa e ganho de imagem seria considerável, e o custo não seria tão grande.

Vamos ficar atentos, afinal a era 2.0 da web esta perto do seu fim, pois esta aí, pronta para chegar a versão 3.0. Imagine se melhoramos nossa comunicação com nosso publico, e a medida que a evolução chegasse a “comunicação empresarial” se tornasse cada vez mais digital?

A ousadia: ooops atenção!

A ousadia na comunicação acaba sendo desconsiderada, parece ser compromisso tê-la sempre que se quer lançar algo, falar de um novo produto, posicionar um candidato, ou até mesmo vender frutas na feira (ou vocês acham fácil ficar gritando: “leve 3 e pague 2”?).

Existem várias formas de se comunicar como bem sabemos, mas muitas vezes esquecemos que o básico é transmitir uma idéia, seja ela em all type ou em 3D, ela tem de ser eficaz.

Ah, a velha ousadia, um tempo destes, não muito tempo atrás, adesivar carros era uma coisa restrita a identidades cooporativas ou a grandes candidatos. Hoje não conseguimos mais ver, e distinguir, ou sequer lembrar qual foi a cor do carro que passou ou de qual partido “fulano de tal” era.  Acabou se tornando normal os carros com “identidade”. E os sem identidade? Reparem que grandes marcas, que outrora eram “carros-cola”, hoje são brancos, com apenas um logotipo.

Outro exemplo de ousadia descabida é o tal do atendimento eletrônico, para algumas “URA” (unidade remota de atendimento). Sabe aquela telefonista robô? Então ela mesma…

Hoje você tem de exercitar sua dicção, além da paciência. Tem de repetir mil vezes até ouvir aquela voz, “ah agora entendi”, para saber qual é o seu saldo do cartão. Imagino que quando isto foi inventado existiam muitos argumentos que seriam favoráveis, tipo: “olhem o custo-benefício”, ou “seremos os pioneiros, vamos arrasar a concorrência”.

Mas quem tá arrasando e sendo cada vez mais ousado é o consumidor, e seguindo a linha “midiática”, o receptor ou target, na contramão de todas estas parafernálias, está se dirigindo ao PROCON, que não tem URA, não tem carro adesivado, mas tem uma coisa muito eficiente: o atendimento face to face. Para prestar uma queixa basta ir até lá, que alguém irá te atender pessoalmente, e de maneira ideológica tentará resolver seu problema.

A ousadia deve ser encarada com imediatismo, ou a fuga da moda. Para se comunicar melhor temos sempre de eliminar o máximo de ruídos, nem que para isto falemos mais baixo para chamar a educação das pessoas, ops atenção. Temos de sempre fazer o diferente, mesmo que seja uma coisa normal.