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Ser consultor não é fazer bico!

Na relação de poder entre funcionários; na relação de valores entre os baby boomers e a geração Y, tenho um desabafo a fazer: ser consultor não é fazer bico!

Ouço muitas vezes a seguinte afirmação: “fulano está dando umas consultorias enquanto não arruma coisa melhor”. Troque “consultoria” por lecionar. A frase ainda é tida como verdade para muitos da antiga geração. Dar aula, fazer coaching, instruir learning, palestrar e prestar consultoria não são, de longe, trabalhos fáceis, e muito menos descansados. Para todos estes, nosso governo exige o recolhimento de tributos, sem falar no aluguel ao final do mês e das várias despesas que estas atividades geram.

Não quero com isso provocar uma luta de classes, ou classificados. Busco a discussão de como se deve vender nossas atividades. Nós da comunicação, {alguns} tratamos muito bem disso - o conceito. Uns, na realidade, são consultores, e se vendem como agência. Outros, têm larga experiência {e relacionamento}, e oferecem assessoria. E o consultor? Como faz? Trabalhos curtos, pontuais?

Ultimamente desisti de dar explicações. Tipo, alguém me pergunta: “você não estava na empresa X?” “Foi demitido?”. Responderia, quase de maneira lida {leia-se robótico}:

- Não! Meu contrato não era regido pela CLT, sabe o que é C-L-T? No entanto existia um acordo assinado, prevendo seis meses de consultoria…
(PRA QUÊ EXPLICAR…)

Normalmente não posso questionar a natureza e o propósito dos chamados que recebo. Na maioria são empresários em dificuldades que me dão acesso a informações privilegiadas (no desespero) e normalmente bombásticas.

Daquelas, que aqueles que me perguntam se eu fui “desligado” não sonham em receber. Tirariam seu sono, e certo, talvez, sua tranquilidade naquelas baias confortáveis que ocupam há mais de três anos recebendo VR e auxílio celular.

Meu negócio é de risco. Sou um corredor de 100 metros rasos, e não um maratonista. Tenho de ser ético, e ao mesmo tempo confidente. Vender, e torcer para que meu cliente tope se arriscar em fazer uma mudança em sua marca. Traçar e entender que aquele meu amigo, o da baia, estará disponível no mercado se o Budget x Faturamento não bater. Colocar a cara de quem me contratou sorrindo numa editoria qualquer vendendo seu produto, transformando ele “No Cara!”

Pois é, vamos nos conscientizar de mais uma coisa. O mercado de trabalho está mudando (isso se já não mudou). Tanto é verdade que somente poucos ainda procuram “emprego”. O certo, até na classificação do nicho, é TRABALHO, isso não falta! O que falta é bom senso na leitura do estilo de vida do século XXI e nas reais necessidades de cada um.

Full: mas nem tanto

Se você leu a coluna passada, na qual busco uma reflexão sobre o papel dos negócios de comunicação frente a classificações e modelos, deve entender quando faço referência a “Full”. Não é porque o modelo de negócio está um pouco confuso que se pode banalizar as práticas de comunicação. Um tempo atrás, visitando o site de uma agência de comunicação local, fiquei surpreso ao ver a quantidade de serviços dispostos sem muito nexo.

Para começar, temos de entender com clareza, também já pincelada por aqui, a diferença entre Tática e Estratégia e onde está a comunicação dentro do processo organizacional. Tá claro? Estratégia está no nível da organização, e Tática, no nível de operação. Com isso, atrelando as agências de comunicação, assessorias de imprensa e grupos de comunicação empresarial, suas funções ficam restritas à operação de natureza tática.

Pois bem, voltando ao caso da visita ao site… muito me espantou ver a descrição de serviços. Os caras tentam trabalhar “vendas”, “treinamentos”, têm grande experiência em publicidade e sugerem conteúdo e criatividade em seus negócios (coisas que todos falam). No entanto, a estratégia e as vendas estão no escopo principal, assinado como “comunicação empresarial”. Como pode?

Vamos lá: comunicação empresarial rege a comunicação publicitária quando se faz o delineamento de uma campanha completa. Definem-se os aspectos organizacionais, os aspectos de marketing, e com as metas e problemas em mãos, é definida a melhor conduta para a comunicação empresarial. Nesse caso, a publicidade não necessariamente está ligada a sua prática. Pode ser uma campanha de imprensa ou uma campanha on-line, e não uma campanha descolada, com mensagem publicitária.

O que me chateia, e chamo a atenção, é que existem agências de publicidade, assessorias de imprensa e consultorias sérias que não tentam ser tão full assim, deixando condições de jogo para o cliente sem trazer prejuízo. Quando um picareta desse entra para jogar e oferece estratégias de marketing, ele dá condições para o cliente perder, gerando ruído para todo o mercado. Aquele cliente que nunca foi atendido por uma agência fica receoso ou, quando é bem atendido, começa a exigir atribuições e know-how que não são obrigatórios a esse tipo de serviço. Vamos tentar ser on, off, ou até mesmo full, mas nem tanto, ok? Cada um no seu “andar’ do workflow, respeitando a especialidade de seus pares, sejam eles empresas parceiras ou gestores de uma organização.

O nosso Beta não é peixe

Vocês notaram alguma diferença? O layout agradou? Caso não, fale com Alécio (@pixelinterativa). Ou, se preferir, dê uma sacada em suas idéias, ele está ao lado, aí mesmo, logo abaixo da Lívia, expressando suas idéias.

Estamos abrindo mais um espaço dedicado à expressão da comunicação. Neste caso, manteremos o site antigo. Por enquanto ele estará escondido, do outro lado do link, em um http diferente. Queremos evidenciar o projeto Beta e sua cara nova. Por isso, o lado mais sério volta nas próximas semanas.

Além de novos negócios colaborativos, viu que bacana?! Temos colunistas e convidados, tanto no QuemPodcast (indo para sua segunda temporada) quanto em uma coluna especial para isto. Não revelarei quem será “o gente boa”, o legal, o amigo, que estará figurando, também aí ao lado. Vamos gerar um suspense? Na semana que vem, junto com as atualizações, fique de olho - alguém que você conhece pode aparecer por ali, despontando em opiniões ácidas ou trazendo novidades. Pode ser o Bob, o Guga, o Berg, o Dadado, a Vanessa e tantos outros que já convidamos. Quem será o próximo colunista? Acompanhe as novidades e fique por dentro!

Não esqueçamos que, para o projeto Beta nossa querida @liviacirne, bem como a @candidanobre, além de colaborarem em nossos projetos especiais, trarão novidades todas as semanas. Falaremos sobre webdesign, Tv digital, conteúdo na web… Divirta-se! Aproveite! Visite-nos sempre que puder.

Não costumo comentar os QuemPodCasts, mas este irei fazer um “merchand”. Pois bem, resolvemos mudar. Dar uma cara nova, uma nova estética para um conteúdo que já havia sendo feito, e com muito sucesso. Tivemos o prazer de ter gente de peso o ano passado, gente muito importante. Neste ano continuaremos a labuta, e já posso adiantar que teremos entrevistados do mesmo naipe e com novas idéias, trazidas aqui para o nosso pé do ouvido. Uma amostra é o Luis Paulo Rosenberg, VP do Corinthians. Eles nos fala sobre Ronaldo, Kaká e mídia, além de nos fazer rir com seu grande senso de humor.

Comente, expresse sua opinião, nos envie um email (blog@consultesamways.com.br), nos siga no Twitter. Com certeza iremos responder, e se for legal colocaremos no ar, ou senão, se realmente for legal mesmo, lhe convidaremos para figurar na coluna especial!

Bem vindo ao Lado Beta de nossa consultoria.

TwitterStar

Qual é a imagem que as pessoas têm do Comunicólogo? Daquele cara que “é da mídia”, seja ele de Rádio, TV, RP ou Jornal? Acho que a de um cara descolado, com gravata colorida e muito senso de humor talvez esteja ultrapassada, mas garanto que ainda é aplicada a alguns publicitários jovens, não necessariamente desta forma. Já o jornalista sempre terá a imagem calcada a óculos com armação pesada? E o RP (relações públicas)? Além de usar uma Cabana Armani e bom senso durante sua atuação em negociações ou crise, terá de manter seu sorriso?

Depois de ler um artigo sobre o futuro no www.coworkers.com.br (acessem, muito bom!) comecei a pensar sobre como serão os nossos hábitos de trabalho. Se a atividade é basicamente a mensagem, com texto, imagem (dos outros na maioria das vezes – isto seria o correto), como será daqui a alguns anos?

Conversar com um jovem de 80 anos fez a minha ficha cair: formadores de opinião são aqueles que realmente estão à frente (e alguns já diziam na faculdade). Ele narrou que, em sua época, os deste “filo” (formadores de opinião) eram os redatores da antiga revista Cruzeiro, Seleções ou grandes locutores de rádio. Não se viam seus rostos ou sua “moda”. Eles formavam opinião somente com suas idéias, no máximo um rabisco em P&B, sem possibilidade de “reply” ou “scrap”. O Ombudsman filtrava eventuais queixas ou elogios que poderiam ser catastróficos para o veículo. Imagine o ego, a vaidade sendo transmitidos diretamente aos formadores de opinião?

Cid Moreira é transcendental. Ele e sua equipe se preocupavam com a parte que era transmitida - definitivamente. Tanto que ficou célebre a cena da bancada. Aquela de especulação massiva em que ele estaria com a parte de cima do terno e a parte debaixo casual, motivo de diversas piadas, inclusive feitas pela própria emissora e por Renato Aragão (Didi). Fazendo um paralelo para os dias de amanhã - ainda não hoje - como a produção de conteúdo será feita? A imagem será a clichê da auto-enunciação, aquela amplamente divulgada nos espaços virtuais, blogs e comunidades, só que de forma ignorante? Acho que não. Isto é apenas uma transição.

Nós pregamos o “E DAÍ?” se anda ou não de transporte coletivo. E DAÍ se usa Mont Blanc presa na camisa, mas na real escreve com esferográfica? E DAÍ se alguns criativos usam estilizações de tênis da década de 70/80 e se julgam modernos? O que devemos vender é a mensagem! Não a imagem auto-enunciada (vale se informar nos textos de Fausto Neto e outros).

Como e por quem a mensagem é transmitida? Noto, e ouso especular, que o modelo da “fachada” ficará restrito a web, e ainda, para alguns insistentes no afinco de fazer sucesso, sendo confundidos com Popstar, agora ouso #palavranova/tag = TwitterStar. Então, é provável que, em um futuro próximo, a boa comunicação seja feita por pessoas vestidas com pijamas protegidas pelo monitor de seu desktop, sem nenhuma vergonha de dizer isto.

O relacionamento será com um par de Sneaker para eventos casuais e, claro, a indispensável gravata - mas esta somente quando não tiver como evitar, para enfrentar aquelas longas reuniões com seus clientes ou o casamento de seu melhor amigo. Se não, na hora da videoconferência, em um homeoffice, com algum parceiro ou clientes, iremos dar uma de Cid Moreira!

Bota pra Fazer!

Na última semana tive o prazer de participar da Semana Global do Empreendedorismo. Aquela do “call to action” Bota pra Fazer da iniciativa da Endeavor/Sebrae. Tive a oportunidade de falar com interessados em empreendedorismo, muitas pessoas a fim de romper barreiras e aprender um pouquinho mais sobre Comunicação. Na palestra, fiz questão de enfatizar o papel das redes sociais na vida das pessoas, principalmente nas suas, e futuras empresas.

Na primeira palestra, em João Pessoa, falei basicamente para estudantes que, a meu ver, já estavam antenados, inclusive, mérito para uma inscrita (Cláudia – “RP”) que estimulou discussões e engrandeceu ainda mais o evento, afinal todos tem de participar senão fica chato!

No dia seguinte, fui para Patos, com certeza uma das cidades mais quentes do Brasil. Sabe aquele relógio que mostra as horas e a temperatura? Marcava 15h39min, e 46°C quando cheguei em pleno sertão paraibano. Fiquei encantando com a receptividade das pessoas. Todos muitos atenciosos e a cidade muito organizada. Me lembrou Cascavel, no interior do Paraná. Por fim, cheguei em Campina Grande, a rainha da Borborema, terra do maior “São João do Mundo” onde tinham cerca de 70 inscritos.

Com meu “passeio” pelo interior da Paraíba pude fazer algumas reflexões, entre elas a diferença de linguagem em um raio de 300 km. Achava que meus 6 anos em solo pessoense já tinham dado uma boa bagagem para lidar com a diversidade regional. Não. Me equivoquei! Soltei algumas brincadeiras que ao som de alguns pareceu “feio”. Na verdade, por umas 4 ou 5 vezes falei umas gírias (compreendidas em alguns lugares como PALAVRÃO).

Se tenho que falar de globalização, de meios digitais / redes sociais, como não falar deles? “www” já foi um palavrão, e para muitos ainda é. Fico muito curioso ao perceber que existem toques dados, sem saber se a audiência quer recebê-los. A maioria dos domingos de minha infância vi um gordo, feio, falando “pentelho”. Lembro-me perfeitamente que a crítica foi muito dura, mas hoje olha aí. Se devemos inovar, temos de romper e muitas vezes a ruptura agride para os mantidos com mordaças de costume.

Enfim, queria muito levar o Twitter, levar comigo as tecnologias que estão dispostas, mas como deixar de dizer “Porra”? A maior audiência que temos são as partidas de futebol, onde a seleção atua. Pois é, “caralh… pipipipipipipip”, “Porra” (novamente) e outros entram em rede nacional e muito trazem para nossa cultura. Na partida contra Portugal, nosso último amistoso do ano, houve uma hora onde a câmera focou em uma moça muito bonita, vestida e pintada de “canarinho”, onde não tinha como receber o som, mas ficou claro, por leitura labial, que ela disse “do caralh… pipipipipip”- enaltecendo o final da partida e a goleada de nossos brazucas.

Falando em inversão, teve uma campanha publicitária recentemente, onde leva o telespectador a entender, na base dos pipipipipip a excelência do automóvel, transformando palavrões em elogios. Vocês lembram? Era genial! Parabéns à McCann.

Vamos pensar mais a respeito! Vamos relevar as coisas e tentar trazer para mais perto a evolução sem rótulos. Com calor ou com muito frio. Seja em Londres ou em Patos (em minha linda Paraíba). Vamos entender que para Botar pra Fazer temos de estar abertos a novidades e evolução. Não se faz mais nada com frases longas, ou muito elaborada. Por isso VAMOS BOTAR PRA FAZER PORRA!

Mudança: Temos de ir de mala e cuia?

Noto que o movimento de empreendedorismo está cada vez mais acentuado junto aos profissionais de comunicação. Afinal, não conseguimos ficar quietos. Optamos por trabalhar com vários clientes, várias mensagens. Parece que isto facilita, ou dificulta para alguns, a possibilidade de estarmos sempre em contato com novidades. Sabe aquele pensamento, muitas vezes clichê, onde se diz: “Fulano é da novela, e vive mudando de namorada”. Aí vem a resposta: “também com a oferta é de deixar qualquer um louco”.

Nós da comunicação temos este hábito, como uma rotina, ficar confuso e pensar diferente, não com parceiros afetivos, mas com nossa rotina profissional. Sempre pensar na frente - Nem bem começou a transmissão da TV Digital e já estamos preocupados em como adequar a linguagem. O Google está mudando todos os paradigmas do hipertexto e estamos assistindo, ansiosos por fazer parte de alguma forma. Então: em quê devemos nos focar é algo básico. Não podemos mais pensar em resultado financeiro em primeiro lugar. Temos sim de pagar nossas contas, mas todos que são bons profissionais, são apaixonados pelo que fazem, e o salário ou a remuneração está em segundo plano.

Falei uma vez a um amigo, o Dadado Gonçalves, sobre a diferença de profissionais, conversa de boteco, daquelas que podemos aproveitar, sobre a diferença entre um ser político e um ser técnico. Todos nós somos técnicos e políticos, mas uns pendem para um lado e outros pendem para o outro. O atendimento normalmente é mais político, aguenta levar porrada, e “sublima”, podendo voltar para a agência com toda delicadeza do mundo. Já os criativos, se conversarem com um cliente “acalorado” vão ficar putos e não irão “sublimar”. Isto afetará diretamente na produtividade e capacidade criativa da equipe, além de gerar uma extrema desmotivação, afinal, os criativos são muito unidos, e se um deles se rebela, teremos um piquete pela frente.

Vendo um programa de TV sobre negócios, fiquei sabendo de um livro chamado: The game-changer [em português, O agente transformador de cenários, de A. G. Lafley e Ram Charan], onde é narrado o perfil equilíbrio entre o técnico e político. Um profissional capaz de mudar o sentido de qualquer empresa, seja ela uma grande, na posição de um executivo, ou em um pequeno negócio transformando-o em algo maior!

Pois bem, conseguimos mudar as marcas, vender produtos encalhados, e divulgar 0,99 de taxas, mas estas mudanças nos realizam? Para mim está muito claro, temos de deixar de ser “gameloosers” para atuarmos como agentes transformadores em nossos ambientes. Por isso vá de “mala e cuia” para a mudança, afinal, estamos nela todos os dias!

Confiança e inovação junto às agências

Dando seqüência às respostas dos e-mails e ligações recebidas, queria explicar um pouco mais sobre nossa empreitada.

Desde 2005 tem sido trabalhada, de maneira ocasional, a consultoria em casos específicos, para grandes empresas de comunicação do estado, envolvendo-se em assuntos pontuais e correlatos à gestão e estratégia de negócio.

Hoje, além de atuar com clientes na área de comunicação empresarial, de maneira direta e independente, têm sido executados Jobs específicos na área de planejamento, Media Planning e assessoramento estratégico para: SIN Comunicação, Pixel Interativa, Superliga 66 Comunicação, Programa TVendas (especializado em infomerciais e exibido na Band) e Boutique Criativa Carratu (RN), além de dedicar um tempo para a divulgação das ferramentas de comunicação empresarial e atender estudantes de comunicação.

A metodologia aplicada em nossas atividades não são nada “ortodoxas”, segundo fez menção um de nossos parceiros durante a semana passada. Dentro desta proposta inovadora de coordenar forças e disciplinas específicas nem sempre disponíveis na estrutura da agência, há um componente bem tradicional - a boa e velha confiança mútua entre todos os envolvidos.

Sabe-se que as agências de comunicação têm necessidade de uma “força” em momentos específicos, para cases específicos. Por isso, a consultoria também atende de maneira pontual necessidades das agências do nordeste, bem como fica atenta na relação com seus clientes, podendo, e devendo trabalhar cada caso de maneira sinérgica.

Para resumir e aproveitar o gancho narrado por Adriana Cury em nosso último QuemPodcast (dêem uma ouvida!), as agências de comunicação precisam e devem pensar em suas ações de comunicação empresarial sem ter medo de ousar ou sem deixar de lado sua relação com seus fornecedores, clientes e sociedade em geral.

Portanto, não se assustem ou estranhem, se eu pessoalmente me envolver em orçamentos, planejamentos e assessorias diversas nas diversas agências de nosso mercado. Seja na web, seja em um programa de televisão, a atuação não estará resumida a um parceiro, mas com todos os players envolvidos nas atividades de comunicação da região nordeste e que tenham disposição de quebrar paradigmas.

Comunicação Empresarial é feita por agência?

Nas últimas semanas tenho recebido vários e-mails sobre como é a participação da minha proposta junto às agências de propaganda e assessorias de imprensa.

A coisa é muito simples. Todo cliente tem uma demanda de comunicação, seja varejo, institucional, fornecedores ou colaboradores. A comunicação sempre está presente, mas normalmente a interface é feita pelo proprietário ou por alguma pessoa encarregada de cumprir esta função. Pois bem, a Comunicação Empresarial e o modelo que proponho visam auxiliar o “decisor” da empresa a optar pelo melhor caminho e deixá-lo cada vez mais livre para vender, administrar, ou qualquer que seja o seu foco principal.

Vamos a um exemplo: O João tem um posto de gasolina, lá ele trata diretamente com os fornecedores, com seus frentistas e até mesmo com a agência de publicidade quando é o caso de fazer alguma sinalização ou anúncio de jornal. Onde eu entro?

Atuo no auxílio da tomada de decisão, trabalho com um esforço aditivo à agência que ele já possui, sendo uma espécie de conselheiro para assuntos técnicos relativos à mídia comercial.

Ou ainda, outro exemplo; (Mantemos o cenário do João) e se o posto se envolve em um acidente (Deus nos livre) e acaba pegando fogo?

A imprensa com certeza irá cobrir, fazer fotos, e reunir informações para os diários e jornais que seguirá após o episódio. Quem centraliza as informações? A assessoria de imprensa! Mas por que a minha figura? Bom, tenho de alinhar estrategicamente as diversas ferramentas que o João já possui para cada vez mais aperfeiçoar sua marca e seus serviços. Imaginem a agência de propaganda falando uma coisa, e a assessoria falando outra.

Por isso, Comunicação Empresarial não é agência, é uma força a mais dentro do processo para ajudar a criar condições para nosso mercado crescer e se profissionalizar ainda mais.

O que é Comunicação Empresarial?

A Comunicação Empresarial é um conjunto de ações, atividades táticas e estratégicas, processos e métodos desenvolvidos para reforçar a imagem e o diálogo de uma empresa ou entidade junto aos seus públicos. Estes podem ser consumidores, empregados, formadores de opinião, classe política ou empresarial, acionistas, comunidade acadêmica ou financeira, jornalistas ou até mesmo a própria opinião pública.

A Comunicação Empresarial em todo o Brasil tem assumido maior destaque, tendo em vista a possibilidade de trabalhar com diferentes públicos, vários tipos de conteúdo e discursos, desenvolvendo a segmentação dos meios de comunicação, concorrência e o avanço das novas tecnologias.

Os micros e pequenos empresários devem tratar este escopo como uma ferramenta para suas atividades e para seu crescimento, tal qual Marketing, Recursos Humanos e outras disciplinas correlatas ao empreendedorismo.

Na Paraíba, a relação entre os pequenos e médios empresários com a comunicação empresarial começa a mudar a partir do crescimento de universidades e entidades de ensino focadas em compartilhar técnicas de Comunicação Social, como Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas e dirigí-las além das fronteiras tradicionais.

Hoje, tem de se pensar no conjunto das atividades e no esforço empresarial da comunicação, transformando os executivos e empreendedores em pessoas capazes de organizar estrategicamente suas metas, a fim de atingir seus reais objetivos apoiados em ferramentas como a Comunicação Empresarial.

Relações Públicas: mediadores de fóruns.

Nos jornais e revistas de grande circulação, um tempo atrás, e alguns ainda hoje, as colunas de leitores eram inundadas de perguntas, e sugestões para produtos veiculados em forma comercial, e da mesma maneira eram publicadas. As empresas podiam responder, ganhavam mídia espontânea e a crítica, quando existia, virava oportunidade de tirar dúvidas e complementar o anuncio veiculado, com aquela informação que foi cortada pelo marketing.

Tenho notado um grande crescimento em sites, blogs, ou até mesmo portais com assuntos envolvendo personagens nada conhecidos, nada famosos, mas muito relevantes para as grandes marcas.

Fico feliz ao ver que em alguns casos o fato esta se sobpondo ao anonimato, trazendo para a audiência algo realmente relevante.

Um tempo atrás o que “chamava” o internauta era a Cica, ou cegueira temporária culminado na confusão de sexo, que o diga Ronald. Hoje percebo uma maior preocupação dos geradores de conteúdo em trazer pertinência as noticias, trazer consistência ao cotidiano e multiplicar informações que elucidam e contribuam para uma consciência otimizada acerca deste, ou daquele outro produto/serviço.

As empresas que tiverem a “sacada” podem, e devem utilizar os anônimos. Com a devida atenção e respeito, sem provocar a inteligência dos leitores. Imagine tratar cada blogueiro como um editor de uma grande revista? Imagine cada fórum tendo a participação de um representante da empresa para tirar duvidas ou colaborar em dificuldades? Pensem em um grupo de Relações Públicas focados em pequenos geradores de conteúdo, o quanto isto melhoraria ainda mais a tomada de decisão na escolha de uma marca. A quantidade de queixa e ganho de imagem seria considerável, e o custo não seria tão grande.

Vamos ficar atentos, afinal a era 2.0 da web esta perto do seu fim, pois esta aí, pronta para chegar a versão 3.0. Imagine se melhoramos nossa comunicação com nosso publico, e a medida que a evolução chegasse a “comunicação empresarial” se tornasse cada vez mais digital?